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24SET20016

Açores – Faial

Por Mª Herculana Martins

Nove ilhas – Geoparque dos Açores

Geossítios  na Ilha do Faial

1 – Caldeira

2 – Graben de Pedro Miguel

3 – Monte da Guia

4 – Morro do Castelo Branco

5 – Península do Capelo

6 – Vulcão dos Capelinhos e Costado da Nau

Vai para o Faial? Faial é para descansar! … exclamam quando se diz que a Ilha Azul será a próxima a visitar.

E assim é .

…/…

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21SET2016

Açores – S. Miguel 

Por Maria Herculana

Macaronésia – o nome é originário do grego para “ilhas abençoadas” ou “ilhas afortunadas”, utilizado pelos antigos geógrafos para as ilhas a oeste do estreito de Gibraltar (Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde).

Estive na ilha das “vacas felizes” e, embora não me tenha sido dado o privilégio de contemplar e de me embevecer com os seus sorrisos, não tenho dúvida de que elas só podem ser felizes.

Naquele verde único permanecem vinte e quatro sobre vinte e quatro horas e são rainhas absolutas onde os seus “servos” nem casa podem construir, porque em zona de pastagens é interdita a construção.

E então, a perder de vista, contemplamos o minifúndio, o microfúndio delimitado pelas hortênsias, soberbas em dimensão e em cor, sem que nada mais interrompa os vários cambiantes do luxuriante verde.

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INTERVENÇÕES NO FACEBOOK

4JUL2016

Portanto, nas doutas inteligências dessa desunião que dá pelo nome de União Europeia, o défice de 2015 ultrapassou os limites instituídos depois de cumpridas com rigor e zelo as determinações aconselhadas pela Desunião.
O défice de 2016, também cumprindo as mesmas regras fixadas pelo tratado, ficará bem abaixo dos limites instituídos. Haja deus que eles conseguiram concluir isso sem ajuda de ninguém.
Conclusão: quem cumpre bem as regras cumpre a sua obrigação, mas tem como prémio corrigir quem não foi capaz de cumprir no passado.
Brilhante. Isto tem um nome: pulhice política.
Em linguagem mais popular e rasteirinha:
– Nós politicamente não gostamos de vocês pelo que a nossa obrigação é fazer-vos a vida negra até que se ajoelhem.
Eu também achei que a ideia do BE em referendar a nossa continuidade na UE agora era um bocado descabida.
Mas com estes pequenos mimos a ideia voltou-me à cabeça com outras nuances; se me querem obrigar a ir por caminhos que conheço e não quero, prefiro sair já na próxima estação.
E chamem-lhe o que quiserem; mas de joelhos não!

O primeiro-ministro não quis confirmar se ia enviar uma carta a Bruxelas argumentando contra as sanções.
Foto de Pedro Cabrita.

 

23jun2016

Ontem a CMTV passou uma reportagem feita com pai de Cristiano Ronaldo, que já faleceu, onde o senhor estava visivelmente embriagado, falando e lamentando os problemas que causou à família.
Uma sarjeta será sempre uma sarjeta.
Um jornalismo sujo e vingativo só tem lugar nesse escoadouro.
Se o problema é o custo do microfone abre-se já uma subscrição pública.
Se a questão é mais uma forte dor do repúdio que se levantou contra a CMTV… é a vida.
A dignidade tem um preço.

Foto de Pedro Cabrita.

23jun2016

Sim, mas não chega para o CM e CMTV.
Para entender é necessário saber ler e soletrar uma história com pouco mais de uma década. A maior de sempre no nosso mundo do futebol.
Mais importante é a intimidade e chafurdar na insídia especulativa.
É um modo de vida; e vende neste país.

 
22jun2016

Ontem a CMTV passou uma reportagem feita com pai de Cristiano Ronaldo, que já faleceu, onde o senhor estava visivelmente embriagado, falando e lamentando os problemas que causou à família.
Uma sarjeta será sempre uma sarjeta.
Um jornalismo sujo e vingativo só tem lugar nesse escoadouro.
Se o problema é o custo do microfone abre-se já uma subscrição pública.
Se a questão é mais uma forte dor do repúdio que se levantou contra a CMTV… é a vida.
A dignidade tem um preço.

Foto de Isabel Pedrosa Branco Pires.

22jun2016

Chama-se … de antologia.
O golo marcado à Hungria se não for considerado o melhor golo do Europeu, proponho um referendo para um Portexit… Aquilo não foi um pontapé de fora da área sem oposição que entra na “toca do mocho” , podendo passar um metro acima ou ao lado. É arte pura; uma “aldrabice” envenenada que ludibriava os restantes 9 jogadores se por ali estivessem. Melhor que isto só aquele microfone voador que repousa com solenidade bem lá no fundo do lodo do lago.

 23jun2016

Boby…. Vai buscar…!
Quando a liberdade de imprensa se confunde com a utilização de figuras públicas e a devassa da sua vida privada para vender papel barato com aroma de casa de banho. Insisto Carlos Ademar ; o CR7 não podia ter feito aquilo; mas devia…!

Foto de Francisco Fortunato.
14jun2016

A nossa Selecção tem sempre um antes e um depois.

No início de uma grande prova temos o melhor jogador do mundo, os jogadores mais tecnicistas do planeta, os botas de ouro do passado, os sapatos de prata (da Cinderela), sem dúvida a melhor equipa da prova e um caminho sempre a direito até ao cimo da montanha.

Durante; sofremos e fazemos sofrer desalmadamente o país inteiro, os jornalistas que alimentaram o ego nacional desfazem-se em críticas, batem em toda a gente (eles que foram os principais responsáveis por nos fazerem acreditar…) e no fim é sempre o mesmo:
A equipa acagaçou-se, nunca teve alma, nunca teve querer nem fibra, acoita-se atrás do melhor do mundo e dos emblemas de lapela dos maiores em qualquer parte do Universo, compram-se mil desculpas e… no próximo é que vai ser.

Habituámo-nos a sofrer e a ir a Fátima a pé e de trotinete durante as qualificações, levando um terço numa mão e a calculadora na outra. E essas procissões de fé têm resultado; acabamos por ir ao convívio dos maiores e de lá voltamos sempre de rabo entre as pernas e pequeninos que nem caganitas de coelho.

E vimos nisto há anos a fio.
Inclusivamente montámos um Euro porque era a única forma de o ganhar (os árbitros dão sempre uma ajudinha às equipas organizadoras, eu ouvi isso a um alto dirigente; claro, porque as receitas não convém que falhem…) e nem assim conseguimos enganar os Gregos.

Mas para este ano tivemos mais um peso às costas.
Já não nos chegava sermos os maiores, ter o melhor jogador do mundo, um treinador de outra galáxia e experimentado, uma plêiade de jogadores a jogar nas melhores equipas do mundo, uma equipa de dirigentes que é o máximo (um deles condenado a um ano e meio de prisão com pena suspensa por quatro anos; talvez a única selecção com um dirigente desta categoria… salvo o Brasil, não sei…), só nos faltava o Fernando Santos chegar-se ao pé da malta e dizer:

– Este ano vamos jogar para sermos Campeões da Europa…!!!
Era a cerejinha que faltava para esfrangalhar a insípida classe da nossa Selecção sempre que tem que provar todos os argumentos com que nos acena antes das viagens para os Europeus ou Mundiais.
Ao Fernando Santos agora só lhe resta dizer:

– Hei pessoal…! Eu estava a brincar…! Vamos lá voltar aos caminhos de Fátima e ás veredas da máquina de calcular….!

 Foto de Pedro Cabrita.

10jun2016

Expresso de hoje.

Sondagens:
PS sobe o,5
PSD sobe 0,2
BE sobe 0,3
CDU desce 0,3
CDS desce 0,2
PAN desce 0,2

E assim preenche uma página inteira também com números sobre a popularidade dos políticos na mesma linha e valores ridículos, que obviamente manobra de acordo com os interesses que vem perfilhando e tornando o jornal num órgão panfletário ao serviço duma determinada facção política e ideológica.
Que se tenha transformado num panfleto sob a capa de independente pouco haverá a dizer senão lamentar que um jornal de referência se tenha vergado a uma flácida cerviz ideológica.
Manobrar ou avaliar sondagens abaixo de meio ponto percentual, conhecendo nós o que são sondagens, especialmente as deste país, é um perfeito selo de mentecaptos que procuram estampar na testa dos seus leitores.
A vida está difícil para um bom número de jornalistas, bem sabemos.
Mas a dignidade profissional, essa então está pela hora da morte.

Foto de Pedro Cabrita.
7jun2016

É preciso não ter mesmo ponta de vergonha na cara.
Só falta dizer:
EU ROUBEI, MAS METADE DOS CARAS DO CONGRESSO TAMBÉM ROUBARAM! LOGO, OU NÃO VAI NINGUÉM PRESO, OU VAMOS TODOS…
É neste país que vão ter lugar os próximos Jogos Olímpicos:
CITIUS, ALTIUS E FORTIUS…!
Que ironia…!!!

6jun2016

Francisco Assis.
Um político ciclicamente a carecer de provas de vida.

O maior problema deste homem é a definição e conceito próprio de democracia.
Ou estão comigo, ou estão contra mim.
Ou pensam o que eu penso, ou estão todos errados.

Assis tem-se movimentado com enorme afã na imprensa sempre que sente que há palco mediático de oportunidade e pode colocar-se em bicos de pés, proclamando-se contra a esmagadora maioria dos seus camaradas de partido.
Pode chamar-se coragem. Há também quem lhe chame tique de poder doentio, alicerçado numa retórica vazia de conteúdo programático, que não vai além de um certo rancor ideológico, também pouco consentâneo com a democracia parlamentar e eleitoral que qualquer político deve saber interpretar.
Mas também, e ainda, o saber interpretar o país e a necessidade de compreender que é possível promover mudanças importantes na sociedade, não estabelecendo como regra única apenas uma alternativa unívoca.
Mas quando se perde nas disputas eleitorais partidárias e por números que não oferecem dúvidas afigura-se que a atitude mais sensata (louve-se A. J. Seguro neste aspeto) é o recato e distanciamento do poder partidário que venceu por números eloquentes.

Quando se tem uma casa onde contestar a razão ou a verdade dos outros, esgrimindo a nossa, mas optamos por andar de rua em rua a dizer sempre a mesma coisa, algo que toda a gente já sabe, diria de ginjeira, soa a ressabiado, necessidade de palco, ou preparação para algo mais indecoroso que não passará certamente pelo desafio limpo dumas primárias num tempo longínquo que seja. Falta-lhe coragem e estatura, bastando para o efeito uma certa figura de desalinhado compulsivo, apenas por perceber que passado todo esta tempo lhe foge a oportunidade ambicionada de um poder a que se julga com direito.

Assis tarda a entender que a sua “coragem” não é entendida pela esmagadora maioria dos socialistas e que a sua ação, aparentemente consciente, em nada contribui para o trabalho do seu Secretário Geral e do Governo que lidera, tornando-se assim, também de forma consciente, num aliado da oposição que muito vem agradecendo a F. Assis esse apoio inusitado.
Parece claro e definitivo que Assis já entendeu que perdeu o partido e o seu futuro político, pelo que algum desespero que se vem notando não passará disso mesmo; desespero.

Nota em à parte:
Ficar-lhe-ia bem, em nome da transparência e clareza de princípios, demitir-se do lugar que ocupa na União Europeia. Bem sabemos que 18.000€ mensais dão algum jeito para os botões.
Mas a um homem que se afirma tão firme nas questões de carácter não ficaria mal uma tal atitude.

Foto de Pedro Cabrita.

2jun2016

Estou-me lixando para os anos de prisão pedidos pelo Ministério Publico. O que me interessa é se o Ministério Público defende os interesses dos cidadãos. Em resumo: o Ministério Publico já tem em lugar seguro os bens que o gangue do BPN roubou? É assim que tenho visto fazer com os gangues da droga, dos assaltantes de multibanco, dos arrombadores de vivendas, de contrabandistas. A judiciária, a GNR expoem os bens roubados: armas, viaturas de alta cilindrada, massos de notas. O resto é treta. Onde está o fruto do roubo deste gangue?

CMG

1jun2016

TENHO UMA IDEIA.

Já que colocam fotos de gente morta nos maços de cigarros, por que não colocar também fotos:

– de gente obesa em pacotes de batata frita,
– de animais torturados nos cosméticos,
– de acidentes de trânsito nas garrafas e latas de bebidas alcoólicas,
– de gente sem tecto nas contas de água e luz, e já agora…
– de políticos corruptos nas guias de pagamento de impostos ?

Não era uma boa ideia a do macaco…?

Foto de Pedro Cabrita.

22maio2016

Parece claro.
E talvez devamos procurar uma explicação para todo este ruído, mas noutro sítio, não aqui.

… e claro que a treta dos Panamá Papers foi uma jogada de chico-espertismo para vender jornais e minutos de TV bem pagos pela publicidade arregimentada. Custa-me ver um Pedro Santos Guerreiro a alinhar nesta farsa.
E a malta engole. De hábito em hábito já nem nos damos ao trabalho de discutir ou referir sequer o assunto.

TVI/Notícia sobre o Banif.
Faltam unhas ao “miúdo” Sérgio Ribeiro sequer para usar o anonimato das fontes e justificar aquela patacoada duma notícia explosiva semi desmentida minutos depois. Como se a ingenuidade fosse uma brincadeira na TVI.
Em 17 minutos desmente-se uma bomba para os contribuintes, mas o incomensurável direito à informação não suportou 17 minutos para confirmar a notícia antes de a colocar no ar.
Não nos façam de mais parvos do que vimos habitualmente a deixar-nos ser. Bem que o Sérgio Ribeiro não deixou de nos lembrar que não é um novato nestas coisas de economia. Claro que não; e por isso mesmo.
Aguardo com curiosidade a auditoria ao escalavrado jornalista A. Costa. Um rapaz com cartilha e duvidoso porte.
O assunto provavelmente morrerá. Mas vamos lá ter uma breve esperança na atuação da justiça, coisa a que nestes contextos estamos bem desabituados.

Sérgio Figueiredo, diretor de informação da TVI. Fotografia: Sara Matos / Global Imagens

https://www.dinheirovivo.pt/banca/banif-o-rodape-de-17-minutos-que-levou-a-fuga-de-depositos/sthash.jtwgO5SH.gbpl

8Maio2016

Os contratos de Associação explicados em 3 minutos…

https://www.leituras.eu/contractos-de-associacao-explicado…/

Foto de Pedro Cabrita.

29abril2016

Afinal é possível !
É possível a convivência entre o capital e o humanismo.

Retrato de um patrão que mandou passear a Nestlé e a Pepsi, preferindo sacrificar a rentabilidade a despedir trabalhadores: Eis Rui Nabeiro, o herói do Alentejo.

5Out2015

Quanto custa um amigo do peito.

António José Seguro saiu do Partido Socialista, mas deixou uma mina armadilhada no Largo do Rato. Chama-se Álvaro Beleza, um amigo do peito que, como sempre acontece com os amigos de verdade, nunca abandona quem o traz ao peito.

Uma mina armadilhada, se não for com relógio, detonará por contato, ou ao menor rumor. E foi o que aconteceu; só que neste caso foi por relógio, contato e rumor. Tudo no mesmo momento.

Álvaro Beleza foi ontem talvez a única voz de insurgência contra a não-vitória de António Costa nas eleições legislativas. Uma mina colocada com um determinado fim tem esse mesmo objetivo; detonar quando é preciso. Se tivesse sido necessário, ou ocorresse oportunidade de discursar, tenho a certeza de que Álvaro Beleza retiraria um discurso da algibeira com múltiplas páginas prontinho a ser debitado em defesa de uma certa honra de um amigo do peito perdida algures num campo de batalha.

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Agosto2015

Eleições legislativas 2015.

Intervenções:

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31jul2015

Encerrado o episódio de saneamento político de A. Santos Silva na TVI 24.

Fica um breve resumo para não dar muito trabalho a procurar o enredo. Um avivar de memória, esta nossa pobre memória que tão massacrada anda, “…um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio… sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas…”, no dizer de Guerra Junqueiro, 1896.

O programa “Os porquês da política” de Augusto Santos Silva (aparentemente um perigoso e incómodo socialista) em mais de um mês mudou, repentinamente, de horário e dia várias vezes consecutivas, por causa do futebol umas vezes, outras sem razão aparente, nem desculpa proclamada. Critérios editoriais, disseram… Entendemos.

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27jul2015

DENUNCIAR É PRECISO

Tenho promovido a denúncia do conluio imprensa-governação que ocorre no nosso país nesta altura, mas fica-me a ideia de que não nos vamos apercebendo da dimensão desta autêntica vergonha, perpetrada de forma silenciosa e discreta.

A proclamada liberdade de imprensa esconde jogos e deturpações de conceito, esquecendo ou vilipendiando a bel-prazer uma outra face de uma imprensa livre, onde foi abolido o lápis azul.
Refiro-me à isenção.

Ora a isenção implica a liberdade de proclamação de um tendência, mas tem que conferir a não eliminação do chamado contraditório. A isto chama-se imprensa limpa.
Nem nos damos ao trabalho de referir o panorama tablóide em roda livre neste país.

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27JUN2015

Jesus – Da Bíblia para o Sporting.

A ascensão de J. Jesus foi um longo processo conseguido através de resultados interessantes em equipas de segundo plano, mas com maior relevo naquelas que podem almejar um brilhante 4º ou 5º lugar que dê acesso às competições europeias e aos almejados milhões que permitem respirar e esconder aqui e ali a pobreza contratual e de sobrevivência em que navega o futebol português. Equipas onde, aparentemente, só a Playstation permite ombrear com os chamados grandes, na versão correta de J. Jesus, os mais beneficiados pelo sistema, leia-se, arbitragem.

Como viria a ter plena razão quando, saltando da Playstation, saboreou sem amargos de boca os prazeres do “in dubio pró grande”, tendo aí os rótulos que proclamava começado a sofrer pequenas alterações; “Limpinho, limpinho…” passou a constituir-se numa das novas versões de J. J. quando a Playstation deixou de fazer sentido e foi arrumada na prateleira.

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18MAI2015

“Vá pelas escadas…

… e arrisque-se a morrer…!”

Hoje no Jornal da SIC às 13h a mensagem era; “Vá pelas escadas…” e esqueça os elevadores.

A mensagem era suportada pela DGS (Direção Geral de Saúde, não a outra já extinta, mas que quase se adaptava…), o que já de si é muito grave, e era engalanada por um jovem (demasiado jovem) que explicava com aquela veemência que só os jovens conseguem exteriorizar, quando se deparam com algo que à primeira vista faz algum sentido, passando assim a uma verdade inquestionável; uma descoberta fantástica que vai revolucionar o mundo e ninguém ainda tinha dado por isso.

O jovem, de seu apelido Arriaga, brandia que subir escadas é fantástico porque resolve problemas cardíacos e de obesidade.

Esqueça o elevador; vá pelas escadas e em 3 minutos de manhã e outros 3 à tarde tem os seus problemas resolvidos; a ideia subjacente era taxativa e inequivocamente esta.

…/…

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27MAR2015

Henrique Neto igual a Henrique Neto.

Um Lusitano dos antigos.

Não haverá um único português que não proclame a sua disponibilidade para mudar o rumo do país, pôr termo à corrupção e, essencialmente, colocar todos os políticos na ordem; naturalmente na sua ordem.

Sim, porque a experiência diz-nos que aquele ideal de isenção, apartidarismo e distanciamento dos políticos que nos vêm sugando (legal e também literalmente) percorre cada português como vermelho é o sangue que lhe corre nas veias.

A iniciativa de Henrique Neto insere-se pois nesta espécie de divisa que nos anima a todos, mas confere algumas particularidades que importa invocar se quisermos entender melhor o que leva um cidadão nos seus 78 anos de vida empresarial intensa, mesclados de arrufos políticos mal digeridos e ao mesmo tempo mal explicados, a empreender uma candidatura à Presidência da República.

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6JAN2015

Processo preso nº44

Não nos adiantemos à Justiça, se a houver e a funcionar…

Mas esperamos que a Justiça não antecipe qualquer forma de pena antes do julgamento.

Uma prisão (preventiva(?)) para apuramento da eventual responsabilidade por crimes cometidos pode traduzir a confissão de que não há dados concretos apurados, ou suficientes, para acusar. Apenas indícios ou suposições. No fundo, precisam de tempo.

Se não há dados concretos, a determinação de prisão pode perfeitamente constituir-se num acto lesivo dos interesses e do bom nome de quem é detido, não havendo posteriormente meio de ressarcimento capaz ou suficiente que reponha a honra.

Que não se confunda a igualdade de todos os cidadãos perante a lei com o estatuto político de um ex-1º ministro. A boa ou má imagem política não se resume à mesma imagem do cidadão comum. A igualdade apenas deve ser conferida na aplicação de penas e exigência do cumprimento das leis, onde o estatuto se deve igualar entre o cidadão comum e o político, atrevendo-me a admitir até que o rigor possa ser mais exigente para com este.

O preso nº 44 do Estabelecimento Prisional de Évora não é um preso comum. É um ex-1º ministro com peso político cujo contorno de prisão preventiva pode condicionar o quadro eleitoral que se aproxima, não sendo posteriormente possível remediar uma situação que caduca no tempo, mesmo que a justiça venha mais tarde a fazer-se, venha ela a ter o desfecho que tiver.

O prejuízo pode ser do país e a justiça pode ser responsabilizada por deixar arder a floresta preocupando-se mais com uma única árvore, por muito apetecível que esta possa ser.

Nota:

Há uma questão que incomoda.

Porque razão os que concordam com a prisão preventiva estão na direita ou com o governo e os que a acham abusiva e incorrecta estão na esquerda ou no PS?

Nada a ver com política esta detenção…!

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26 de NOV2014

Finalmente prenderam o “gajo”.

Para descanso de mães e alguns bons chefes de família que veem assim o futuro de filhos e netos naturalmente preservado.

Prenderam o “gajo”, finalmente.

Descansa a inesgotável justiceira Felícia Cabrita, qual versão feminina do nosso super-juiz Baltazar Garzon Real, ainda a contas com aquela constipação que, renitente, tarda em deixá-la, fruto certamente de noites a fio pelas esquinas da investigação “jornalista”; abraça finalmente a paz de espírito a enorme comediante Manuela Moura Guedes, a quem Marinho e Pinto, certamente por má informação, admitiu que ela nem carteira de jornalista tinha, ou se a tinha a teria obtida nas Novas Oportunidades.

Sabemos agora que há outra alma que tão bem tem conseguido disfarçar a sua sanha anti-“o gajo que foi finalmente preso”, a jornalista Cristina Esteves, que recentemente fulminou a laser faiscante expelido daqueles olhos tremeluzentes o antigo Procurador-Geral da República Pinto Monteiro, numa entrevista na RTP onde despudoradamente insinuou actos de protecção da justiça ao “gajo que foi agora finalmente preso”. Só a paciência de um beirão habituado desde pequeno a enfrentar o frio e o gelo das faldas da Serra da Estrela permitiram não reagir com duas palmatoadas bem assestadas no furor da autêntica e desconhecida leoa da RTP, que repetidamente puxava a juba para trás num autêntico desafio ao estilo… “olha bem para mim…!” ou “… are you talking to me…!?”

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29/SET/2014

Breve questão de hierarquia…

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25SET2014

PARTICIPAÇÃO NUM FORUM

Alongamentos.

A polémica e o debate.

Permita-me regressar à liça dos alongamentos, não só porque é uma área que sempre mobilizou o meu interesse profissional, bem como algum trabalho de estudo, ainda que incipiente.
Conceda-me assim esta tentativa de contributo.

Julgo que à partida há que distinguir alongamento como treino e o alongamento na competição.
Para um alongamento em treino que permita aumentar progressivamente o comprimento e componente elástica de um conjunto de estruturas ou grupo muscular, parece continuar aceite que esse alongamento deve ser efectuado por períodos estáticos de 30/40 segundos, tendo sido observadas lesões mais frequentes se os períodos de alongamento estático ultrapassarem largamente esse tempo. Neste caso, a estrutura pode alongar-se mais, mas enfraquece a sua constituição.

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1SET2014

MÁS UMA CRÓINECA, AQUI DO ZÉ MARRACHE, MAS ESTA É DE SATISFAÇÃO…

Mês amigues.
É com uma alegria mesme daquelas que dêxam uma pessoa com o pêto inchado que vos venhe informar que o nosso amigue Rapose, finalmente, lá conseguiu arranjar um amigue no Algarve. Pode parecer mintira, mas é verdade.

Chama-se João Guerreiro e, diz ele, que é do Algarve. Li as palavras do homem nas Cartas ao Director no Expresse desta semana que um amigue meu, todo marafade, me emprestou.
Também achei graça ao Sr. Director do Expresse: sei que houve muites amigues que mandarem cartas marafadas com o amigue Rapose. Mas logue o Sr. Director havia de escolher uma toda babosa pró Sr. H.R. São feitios, eh cá sei…

Tá vendo amigue Rapose; é precise é saber procurá-los. Com jête mecêa vai ver que ainda arranja aí uma catrefada de amigues nesta terra onde se rabola todo entre o ódio e o amor a estes meio-sarracenes que tanto o irritam. É tude uma questão de paciência. Eles andem aí…

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25AGO2014

 

Carta aberta ao amigue Henrique Raposo (Expresso)

(Sotaque algarvio, com orgulho)

 

Desculpe lá mê amigue Raposa, pêçe desculpa, amigue Rapose, mas a gente aqui no Algarve nunca se deu bem com as letras. Vai daí os pôques que ajuntem três palavras nem pra isse têm tempe.

Levê uma semana pra ler a sua cróineca “Os Algarvios” no Expresse. As palavras são assim uma espéce de mar encrespade em que a gente sai duma onda e já está a levar com outra na fucinhêra que nos dêxa desalvorades com falta d’ar. Mas li tude. Perceber, nã percebi; mas li tude.

Dizem-me agora que mecêa levou na corneta (nã leve a expressão pra outre lade…) por mode das coisas que escreveu dos algarvios. Parece que vem dezer que nã foi bem aquile que escreveu que mecêa queria dezer e por’aí fora. Que afinal mecêa até gosta da gente e que só um ou outre é que tresmalha do rebanhe.

Atão vames lá ver:

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9JUL2014

OS EQUIPAMENTOS DESTE MUNDIAL 2014

Achei estranhas as camisolas usadas praticamente por todas as selecções neste Mundial.
Num ambiente quente e húmido as camisolas usadas são justas ao corpo.
Ainda pensei que fosse alguma evolução do equipamento, onde a estética confina obrigatoriamente com a secular ditadura da moda e de quem a implementa.
Contudo, li recentemente que a “ideia” circunscreve uma qualquer teoria que deambula em redor dum efeito pouco ou nada explicado de uma mirífica acção sobre a capilaridade de superfície, com influência no rendimento do jogador.

Lá bombástico é.

Portanto, nada a ver com uma esplendorosa negociata montada por uma “pequena” empresa que promove estudos científicos sobre este assunto, deixando de lado um ou outro lucro fabuloso, logo dissipado pelo interesse científico do estudo…

A bem do desporto e do bem-estar dos atletas, como está bem de ver…

Convicto que ando de que a fisiologia do corpo humano não se confina lá muito com modas abstrusas, nem sofre alterações ao ritmo das tatuagens do Meireles, dei em lembrar-me que a transpiração é um mecanismo de arrefecimento do corpo, funcionando como uma espécie de radiador dos automóveis no arrefecimento do motor.

Ou seja; o corpo humano aquece durante o esforço (tal como a febre), carecendo de arrefecimento a fim de não colapsar determinadas estruturas, especialmente as cerebrais, ou alterar o seu desempenho por abaixamento do nível de alguns sais minerais.

Esse arrefecimento é obtido pela evaporação da água (suor), fenómeno que produz frio. Ou seja, transpiramos porque o corpo aquece e carece de arrefecimento, o que remete para um erro frequente que é o de usar camisolas grossas, ou mais que uma, para emagrecer durante o treino. Um erro por vezes de consequências bem nefastas, porque o único efeito que se obtém é o de exaltar o mecanismo de arrefecimento do corpo com perda abundante de água e sais minerais, circunstância que gera um errado conceito de perda ou consumo extra de tecido adiposo.

Os alemães que o digam quando meteram 3 camisolas nos jogadores em treino para estes se aclimatarem ao ambiente dos jogos e rapidamente verificaram que o abaixamento de sais minerais como o sódio, potássio, cloro e magnésio proporcionavam um efeito nefasto bem mais grave que o próprio clima. Agora é ver os jogadores quase em tronco nu usando um colete estranho que, segundo se refere, liberta água e outros produtos compensatórios da desidratação. Aprendem depressa estes alemães.

Com a chegada do Verão é do senso comum o uso de roupa leve mas também larga, tornando-se por demais evidente que a circulação de ar entre o vestuário e a pele nos traz conforto pela fresquidão que se obtém, ao permitir-se uma maior evaporação do suor.
Torna-se assim um absurdo o uso de camisolas justas ao corpo implementadas neste Mundial, aumentando assim a transpiração e diminuindo o processo de evaporação/arrefecimento. O transtorno dos jogadores ficou ligado à agressividade do clima e jamais se concluirá que aquele equipamento complicou tudo.

Se esta deambulação teórica não passar disso mesmo, havemos de nos perguntar porque razão no Inverno nos sabe bem roupa bem junto ao corpo.

É bem provável que o “cientista” de camisolas com efeito sobre a capilaridade de superfície nunca venha a ler isto. E mesmo que lesse haveria de me esmagar com um cartapácio documental sobre o estudo, o qual eu só terminaria de ler aquando do próximo Mundial.

Mas estes “cientistas” nunca param.
Lembrar que no Mundial 2002 da Coreia cientificaram uma camisola com uma propriedade de arromba. Se bem se lembram, a camisola era impermeável pelo que não havia chuva que lá penetrasse, o que proporcionaria um enorme bem estar ao jogador. Teoricamente ficaria sequinho, mesmo que um dilúvio lhes saísse ao caminho. E era verdade. Só que “cientista” que se preze não pode pensar em tudo. Por vezes escapam pormenores como terá algumas vezes sucedido ao Albert… o Einstein.

É que a chuva na verdade não entrava; mas o produto era de tal modo de boa qualidade que o suor também não saía. Ou seja, os jogadores transpiravam que nem o Fernando Mendes encerrado em sauna, uma vez que a ventilação para o efeito de evaporação do suor diminuiu drasticamente. Claro que a bem da “pequena empresa” o assunto morreu muito antes da praia…

Dou-me em pensar que o “cientista”, se não é o mesmo, será da família.

PC

6JUNHO2014

A LIDERANÇA NO PARTIDO SOCIALISTA

O primado da virtude.

Chamemos as coisas pelos nomes.

Não se conhece político que se tenha dedicado à causa pública com a messiânica missão de bem-fazer aos seus concidadãos apenas pela dor ou constrangimento sorvido no sofrimento destes. Isso não existe. Nem aqui nem noutro lugar. A essência do homem é o que é e não aquilo que quase sempre nos quer fazer crer.

Assim sendo, deixemos logo de fora as inusitadas acusações de um dos candidatos quanto às ambições pessoais que terão motivado o seu oponente na decisão de disputar a liderança do partido. Na política “andamos todos ao mesmo”, dispensando-se discursos de altruísmo pacóvio que já não alienam nem iludem o eleitorado de tão cansado que anda e de tanto engano tragado.

O desafio de A. Costa à liderança do partido lançado a A. José Seguro tem apaixonado a opinião pública, dividindo perspetivas e conflituando pontos de vista, deixando a nu a eterna dúvida dos verdadeiros valores a ponderar nas escolhas que devem efetivamente ser feitas.

Mesmo que em simultâneo se debata o conflito do Governo com o Tribunal Constitucional, não há órgão de informação escrito, radiofónico ou televisivo que não traga ao debate público de hora a hora o momento atual da disputa de liderança no PS. “Salvam-se” as televisões generalistas que já têm o seu espaço devidamente devassado por uma espécie de genérico cultural de deglutição fácil a que chamam novelas.

As opiniões que se vão confrontando são tão diversas que se afigura complexo arrumá-las em menos de meia dúzia de patamares.

Conhecidos que são os dois planos em confronto – A. Costa a disputar a liderança e A. J. Seguro a defendê-la – os registos são interessantes.

Críticas a A. Costa:

– O momento não é o ideal; devia tê-lo feito antes;

– É um oportunismo político e pessoal;

– Ambição de poder;

– Traição; apoiou e agora quer destronar;

– Deixou que o outro fizesse a travessia do deserto e agora quer colher os frutos, etc, etc…

Apoiantes de A. Costa:

Um único argumento: o líder que está não serve, não chega:

– Não convence o eleitorado;

– Não intimida os adversários políticos;

– Sem passado político de vulto, não revela possuir estatura política nem governativa e muito menos experiência;

– Não tem discurso a não ser a verborreia política mais que enquistada;

-Em suma, nada faz prever que, na posse duma previsível vitória eleitoral (?), dê um mínimo de garantias de êxito ou substância governativa ao partido, às pessoas e ao país.

E aqui parece estar o cerne da questão.

O debate deixa a nu a tradicional tendência de discutir o redundante e as franjas – onde se inclui a cor dos olhos – em detrimento do essencial; ou seja, uma eventual melhoria e melhor bem-estar duma sociedade que clama por melhor país e melhores políticas.

A perspetiva de poder ter um líder com discurso, credibilidade consubstanciada numa indiscutível maioria absoluta obtida na cidade de Lisboa, farta experiência governativa e os famigerados, e nunca despicientes, cabelos brancos proclamados por tantos, pouco importará. Preponderante será a insídia, a calúnia, o supérfluo, o pormenor. É assim que sempre fomos; é assim que somos.

António Costa tinha um projeto político que era de transcendente importância para o partido; ganhar a Câmara de Lisboa, se possível de forma retumbante. Obteve-o sozinho, sem margem para dúvidas. Melhor dizendo, sem um único estalar de dedos de Seguro.

Esse, em meu entender, o principal motivo pelo qual não avançou para as eleições no partido. Contudo, fez questão de deixar um aviso ao candidato vencedor de que a oposição ao Governo deveria ter substância suficiente que conduzisse o partido a um retorno ao poder. É a natural ambição de qualquer partido. Seguro não pode apregoar ter sido surpreendido.

Parece por demais evidente que essa substância está bem longe de ter ocorrido, tornando-se desnecessária mais uma escalpelização dos recentes resultados eleitorais, com números que não oferecem dúvidas quanto à debilidade da liderança do Partido Socialista, enquanto partido com aspirações governativas.

A traição e ambição de A. Costa.

Propôs-se ganhar a Câmara de Lisboa, onde se senta sem sobressaltos da oposição. Propõe-se agora abandonar essa vitória retumbante e sossego político, nas suas palavras, por imperativos de consciência. Parece óbvio que o objetivo era, em primeira análise, servir o partido. Se assim não fosse deixar-se-ia ficar no remanso duma vitória folgada, quase sem oposição digna desse nome.

Mas resultaria mais; podia perpetuar-se na Câmara por mais dez anos e, à semelhança de outros, provavelmente com menos pujança até, apresentar-se a eleições para a presidência da República e vencê-las sem grande dificuldade. Prescinde aparentemente desse desiderato ainda, mas também, por imperativos de consciência. Afigura-se-me por demais esclarecida a traição e a ambição do candidato.

António Costa terá defeitos. Também virtudes.

Recordo um episódio ocorrido há muito. Era então ministro da Administração Interna e vivia-se mais um verão quente de incêndios com fogos semeados pelo país. No terreno, em mangas de camisa e assoberbado, foi abordado por uma jornalista ávida de apertar o político:

“Senhor ministro. O que nos tem a dizer sobre esta onda terrível de incêndios?”

A resposta, inusitada e lacónica: “Olhe! A única coisa que lhe posso dizer é que o País está a arder…! Tão simples quanto isso…!”. Tão lacónica e inusitada que a jornalista, esperando uma qualquer desculpa ou dourar de pílula,  embatucou e não teve outra questão mais a colocar.

Os discursos.

A principal e proclamada arma de A. J. Seguro para se alcandorar ao lugar de 1º Ministro é a “… garantia de que baixará os impostos, reporá as perdas dos pensionistas e reformados e nele encontraremos uma espécie de Super-homem que enfrentará tudo e todos, incluindo o que restar da Troika, no sentido de reestruturar a dívida e assim resolver todos os nossos problemas.” Falta apenas saber como o fará e o que acontecerá se os troikanos disserem apenas… “Não!!”, circunstância colocada de forma quase verrinosa pela jornalista Ana Lourenço em entrevista na SIC Notícias, quando lhe perguntou: “Mas vai negociar com quem…?”

Garante ainda que, mesmo ganhando com maioria absoluta, fará acordos com todos; direita, esquerda e o que mais houver. Tudo em nome do consenso.

Fica-me uma leve e estranha sensação de já ter escutado este discurso e receita de intenções por mais de uma vez nos últimos 30 anos. Aparentemente A. J. Seguro não aprendeu nada com o passado e mantém a linha do que foi apreendido nas carteiras da “J”.

António Costa, que ainda não apresentou o seu programa, afirmou apenas dois aspetos básicos:

– “É importante trazer à governação (sem que isso implique ao governo) partidos de esquerda com uma fatia importante no eleitorado que representam pessoas que votaram nesses partidos. Há que respeitar esse eleitorado. Algo que nunca foi feito, enquanto a direita não encontra quaisquer impedimentos para o fazer sempre que necessário para governar.”

– “O projeto a apresentar ao povo português será sempre um projeto a 10 anos e nunca um projeto para ganhar eleições na legislatura seguinte.”

Esta uma ideia que muito deambula no discurso político, mas sempre na boca de quem está por fora da governação e não faz intenções de por lá passar no seu horizonte mais próximo, de que é exemplar eloquente a figura expressiva dos conhecidos bonecos dos “Marretas”, o nosso inefável Dr. Medina Carreira.

Circunstâncias e apoios.

É curioso observar dois pormenores neste plano.

Apoios claros e significativos a A. J. Seguro:

Simpatizantes do Governo atual – que, ao mesmo tempo, não deixam de enaltecer e empurrar A. Costa para as presidenciais (vá lá saber-se porquê) – e os membros da estrutura partidária que elegeram Seguro e naturalmente ambicionam a partilha do poder na perspetiva duma vitória eleitoral em 2015.

Apoiam significativamente Costa a parte sobrante, com especial relevo para os mais antigos e experientes, sendo de elementar justiça que também aqui se encontrem candidatos com apetências governativas, sendo essa a essência do homem; governar e desfrutar do poder.

Resta enquadrar a marcação de primárias, por ordem e desejo do líder atual, para as calendas gregas, ou mesmo para lá do Oriente. Mesmo que se trate duma experiência inusitada no nosso quadro eleitoral e o país viva numa incandescência política de repercussões imprevisíveis.

Seguro quer ganhar tempo a qualquer preço. O verão será escaldante em caminhadas por todas as concelhias do partido onde as promessas de um deslumbrante Jardim do Éden florirão com um único Adão em campo e uma Eva amordaçada, não vá atrapalhar este veemente e intrépido desejo de A. J. Seguro de algum dia vir a tornar-se 1º Ministro de Portugal.

Confronto-me com a terrível realidade que nos vem martirizando há décadas e décadas a fio: receio bem que o genuíno mas ingénuo desejo de Seguro de chegar à governação do país se venha a conformar com a máxima lusitana de que vamos sempre tendo aquilo que merecemos…

P. C.

À sombra da azinheira.

2JUNHO2014

Passos Perdidos no Alentejo…

– Compadre Falências. Isto aqui debaixo da azinheira às vezes inté me parece a Assembleia da República.

– Na me diga que os deputados que aqui estão também têm a fama de trabalhar pouco e ganharem muito.

– Nada disso. É mais pela conversa. O compadre, ou anda a ver muito debate político, ou inscreveu-se p’raí nas Novas Oportunidades. É que muitas vezes nã chego a entender o que mecêa quer dezer.

– Atão diga lá onde é que se perdeu, compadre Jacinto. Tamém podemos montar aqui os Passos Perdidos…

– Pronto. Tá a ver? Que moenga é essa dos Passos Perdidos?

– Parece que têm por lá uma sala a que chamam dos Passos Perdidos. Histórias antigas. Também me parece que é por onde temos andado a maior parte do tempo; … perdidos.

– Nã anda muito longe da verdade, compadre. Mas a minha barafunda tem a ver com as últimas eleições e com as confusões que se vêm armando.

– Conte lá a ver se a gente desbarafunda isso.

– Atão; o Pi S ganhou. Os do governo levaram uma valente porrada; atão e agora vem o compadre Costa e quer mandar o Segurito da cadêra abaixo…? Atão quer dizer: se o homem perdia as eleições ela dava-lhe era um soco nas orelhas…

– É a plítica, compadre. O que o compadre Costa diz é que ganhou por poucos e que assim nã vamos lá.

– Nã vamos, quem? Os do Pi S, tá claro…?!

– Pois atão.

– Mas vamos lá a acertar isto melhor, compadre João Falências. O homem esperneia por todo o lado e diz que ganhou as eleições no partido, ganhou o Congresso dos socialistas e que, sendo assim, o polêro é dele.

– E foi. Até aqui, foi. E nã se pode queixar do Costa se lhe ter atravessado no caminho. O homem esteve quêto e quando foi altura até o apoiou. Mas dêxou-lhe o recado: “Ou te portas bem, ou eu (com sua licença agora, compadre, que o homem nã disse bem assim..) ou eu “CA**” na Câmara e venho por aí com os ditos em baixo e vai tudo à frente…!”

– Atão e tá-se mesmo a ver que agora picou-lhe mesmo a mosca na barriga…?!

– Se calhando… Mas o que o homem diz é que, com esta votação, mais coisa menos coisa, o Passos Coelho até se ri de folgado. E in chegando as eleições, com meia dúzia de tostanitos assim atirados como milho às galinhas,  inté é capaz de as ganhar outra vez e lá continua na governação.

– O que é uma porra, compadre. Tamém nã venho gostando do que vou vendo. Atão e mudando do Segurito pró Costa chega?

– Nã sei. Ninguém sabe. Mas olhe. Quem parece que nã tá gostando da conversa do Costa, além do Segurito, tá bem de ver, são os do governo. A gente ouve as notícias e o que agente ouve é eles dezerem que o Segurito é que é bom e que é uma vergonha o Costa querer deitar o homem abaixo.

– Essa tem graça, compadre Falências. Atão se se estão borrando, alguma coisa lhes chêra mal no Costa, salvo seja.

– Pois aí é que está a graça. Quando os do outro lado dizem que o que está é que é bom, nã sendo parvos, é de desconfiar.

– E já agora, que o compadre parece uma pessoa informada, o que acha do Costa? O homem tem jêto, ou na dança só mudam os sapatos…?

– Compadre Jacinto; tenho aqui um melanito pra si que trôxe lá do meu quintal.

– Mas atão pergunte-lhe pelo Costa e mecêa dá-me um melão…? E é bom o melão?

– Pois, cá está. Abra lá esse “Costa” pra ver se tá bom…

– Agora vou abrir o Costa… Entrou na mangação comigo o compadre…?

– Nada disso; faça de contas que esse melão é o Costa. Abra lá a ver se tá bom…

– ÃÃhh… Tou vendo, compadre João Falências. Temos que abri-lo pra ver se tá bom… É o que eu digo. Mecêa anda perdido aqui debaxo da aznhêra. Mecêa dava era cá um 1º mnistro…

– Mas olhe. Voltando ao melão sempre lhe digo: se os da governação nem podem ouvir falar no melão, quanto mais abri-lo para provar, ou muito me engano, ou é capaz de estar mesmo maduro.

– Assim sendo, tudo indica que vamos ter um ano bom pró melão.

– Agora sou eu que nã estou a apanhar o compadre Jacinto.

– Atão o compadre Segurito tamém nã vai ficar com um melão de todo o tamanho…?

– Ah grande malha, compadre Jacinto… Tá convidado pra meu adjunto…

– Primêro vamos lá atão ao melão… Depois ainda vou pensar nisso…

– Já se tá a pôr difícil e ainda nem o convidei. Isto é que vai um sequêro aqui no Alentejo…

In – Diálogos à sombra

https://pedrocabrita.wordpress.com/artigos-publicados/sociedade-e-politica/dialogos-a-sombra/

 

 

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