1 Comentário

Ainda o amigue Rapose… CRÓINECA DE ZÉ MARRACHE … Más uma…!

Más uma; mas esta é uma cróineca de sastifação.

Mês amigues.
É com uma alegria mesme daquelas que dêxam uma pessoa com o pêto inchado que vos venhe informar que o nosso amigue Rapose, finalmente, lá conseguiu arranjar um amigue no Algarve. Pode parecer mintira, mas é verdade.

Chama-se João Guerreiro e, diz ele, que é do Algarve. Li as palavras do homem nas Cartas ao Director no Expresse desta semana que um amigue meu, todo marafade, me emprestou.
Também achei graça ao Sr. Director do Expresse: sei que houve muites amigues que mandarem cartas marafadas com o amigue Rapose. Mas logue o Sr. Director havia de escolher uma toda babosa pró Sr. H.R. São feitios, eh cá sei…

Tá vendo amigue Rapose; é precise é saber procurá-los. Com jête mecêa vai ver que ainda arranja aí uma catrefada de amigues nesta terra onde se rabola todo entre o ódio e o amor a estes meio-sarracenes que tanto o irritam. É tude uma questão de paciência. Eles andem aí…
E veja lá quante nã vale uma amigue algarvio destes que lhe pega nos coêros e o põe mais alte que a Serra do Caldeirão. E tude porque o João Guerrêre acha que os algarvios o querem li(n)xar lá na cibernética, que eu nem sei que terra é esta, mas no Algarve nã é de certeza.

Diz ele assim; o amigue Guerrêre:

“Estamos a assistir a uma tentativa de linchamento-cibernético do cronista Henrique Raposo, sem qualquer razão…”

Dá-me a impressão que o mê amigue Guerrêre deve ter lide o Rapose assim de través; ou atão agachou-se nas moitas da plítica, que a gente bem sabe onde se amalha este nosse amigue cronista. E quande chega a plítica… xaringa-se tude; até a razão.

Atão vamos lá ver:

Fala do amigue Guerrêre:

“… no final deixou bem claro o seu amor pelo Algarve…”

É bem verdade. Da parte que eu mais gostei foi desta:

“… Irrito-me com a antipatia militante do algarvio puro, aquele que é típico de Odiáxere, Vila Real, Monte Francisco, Castro Marim ou Monte Gordo… mas também cidades como Portimão ou Lagos… parece que os algarvios fazem gala da sua antipatia…”

O mê amigue tá percebende onde é que ele queria chegar com “a antipatia militante”? E os algarvios a fazerem “gala da sua antipatia”?

Nã sendo assim muite chegade às letras, fui precurar o sentide daquile. E concluí o seguinte:

“antipatia militante”; o amigue Guerrêre tá vende aquelas mulas reguingosas que tude o que passa por trás leva um coice? Assim somos nós com a antipatia. Especialmente com os lisboetas, mas iste deve ser coice selecionade por razões que eu nã consigue perceber, nem o amigue Rapose fez o favor de explicar.

“Fazer gala da antipatia”; é quande a mula nos prega a parelha de coices e ainda se põe a rir. O mê tio Bernardino apanhou muitas destas. Mas essas ele bem que as conhecia e antes do coice quem lhes mostrava os dentes primêro era ele.

Mas o amigue Guerrêre deve estar a referir-se a esta parte:

“… se tivermos sorte de sermos adotados pela tribo, podemos descobrir que os algarvios e as algarvias podem ser os maiores amigos e as maiores paixões…!”

Ficou benite. Faz-se a porcaria mas depois lava-se o xalavarge na água do mar e fica tudo limpinhe.

Voltande à mula; é uma no cravo e outra na ferradura. E o amigue Guerrêre deve ter ficade contente por se sentir parte desta tribo. Mas ó munte me engane ó a tribo nã gostou nada diste. Ou o mê amigue vive na ilha da Fuzeta vai para mais de 50 anos e ainda nã percebeu os algarvios… ou atão mecêa também nã gosta da gente.

Porque, veja bem. Gente que a princípio nos parecia desquesita eram os “camones”, os “bifes” e os “avecs” (já agora relevar esta descortesia do nosso amigue Rapose para quem nos visita) que nos descobrirem e entrarem por aqui a dentre, nos respeitaram e voltaram a casa dezende que tinham encontrado o povo mais hospitaleiro do mundo. Érames a gente… Povo marafade este, hem! Mas que rai nos aconteceu para em chegande aqui um Rapose da capital varre praticamente tude quante é algarvio a mulas antipáticas que arreiam parelhas de coices à descrição? Mecêa conhece munta mula destas aqui no Algarve, amigue Guerrêre…?

Mas o amigue Guerrêre faz aqui um apanhade interessante. Vou rabuscar…:

“… Apesar do H.R. ser exagerado acerca do algarvio puro…”.

Na me diga que também deu por isso; também reparou que o amigue Rapose é um exagerado, coisa que nã fica bem num jornalista, munte menos quande fala de um povo que revela conhecer mal, ou nem conhecer patavina?!

Mas diz mais:

“… A sazonalidade contribui (…), propiciando a contratação de pseudoprofissionais (…) nem são algarvios de certeza, mas amadores de todas as regiões e até de outros países (…) mão-de-obra barata, pouco qualificada, nada motivada, etc.”

Á grande amigue Guerrêre!
Ou mecêa anda distraíde ou, sem dar por isse, grande porradão que acabou de dar ó Rapose. Então andava o homem a pensar e a proclamar que essa malta que o trata tã mal cada vez que vem pôr aqui os costados ó sol e lava os pezinhes na água salgada era tude algarvios malcriados e mulas militantes e o amigue vem agora esclarecer que “… nem são algarvios de certeza, mas amadores de todas as regiões e até de outros países…?!”

Em que ficamos amigue Guerrêre…?! Faça lá um desenhe ó sê amigue Rapose porque o homem foi capaz de ficar agora um pouco baralhade.

Mês amigues.
Tá-me faltande a paciência para aturar alguns “camones” de Lisboa, gente sem terra, sem costumes, nem história enquanto povo, que descem sazonalmente ao sul e confundem um povo com uma imensa iconografia histórica de que muito se orgulha, com um tratamento de balcão menos curvilíneo da coluna dorsal a que se habituaram e exigem de acordo com o estatuto com que se travestiram e julgam com direito de reverência.
Os que assim nos fazem estão enganados.
Temos orgulho.
Não apenas de termos sido os mestres da navegação que em Sagres ensinámos os segredos de navegar com qualquer vento e mar. Marujos que navegaram as primeiras naus e caravelas que haveriam de trazer novos mundo ao mundo. Também temos orgulho, enquanto algarvios puros, de bem receber quem nos respeita e trata com dignidade.
Quem nos quiser conhecer na nossa essência de povo é bem-vindo.
Mas não nos confundam nesta globalização desenfreada que nos amarfanha a identidade. E já agora não nos venham com a retórica vigente de que demos cabo do Algarve. Vão às “Quintas do Lago” espalhadas pelo Algarve e contem quantos algarvios lá têm casa. Talvez assim percebam quem destruiu o Algarve.

A terminar amigues Rapose e João Guerrêre:

Desculpem lá mas,… nã me xaringuem, tá bêim…?!

Zé Marrache

One comment on “Ainda o amigue Rapose… CRÓINECA DE ZÉ MARRACHE … Más uma…!

  1. […] Ainda o amigue Rapose… CRÓINECA DE ZÉ MARRACHE … Más uma…! […]

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: