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António Aleixo – Poeta popular algarvio

António Aleixo era engraxador em Loulé- Algarve e era analfabeto.

Versejava com uma espontaneidade extraordinária, mas, porque analfabeto, grande parte da sua arte ficou perdida no tempo.

Em grande parte ficou a dever-se ao meu Professor de Português, Joaquim Peixoto de Magalhães (que guardo no meu elevado pedestal de memória), o registo em documento de muitas das suas quadras, que ia dizendo enquanto o Prof. Magalhães as ia escrevendo. Há uma quadra que o poeta dedica ao professor que é facilmente identificável.

Não há nenhum milionário
que seja feliz como eu
tenho como secretário
um professor do liceu.

Paciente e obstinadamente, o prof. Magalhães metia-se na camioneta da carreira em Faro e dirigia-se a Loulé onde, à mesa do café, fazia o seu registo, enquanto o poeta ia ganhando a vida como engraxador.

Acabou por morrer pobre, como tantos outros que não viveram nem o tempo nem a sorte da grandeza da arte que os bafejou.

Deixo ao mundo possível o meu contributo de um homem simples, cujo valor imenso faz dele um vulto da cultura popular que importa preservar na memória que nos resta destes tempos de devassa e esquecimento das coisas e dos homens, que nos vêm escrevendo a nossa história e o que somos.

Ao Poeta Aleixo, a minha homenagem !

Siga o link -> antonio_aleixopps_

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