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FUTEBOL – 3 Propostas de alteração às Leis do jogo.

 

ACÇÃO DO GUARDA REDES

Proposta:

Qualquer bola recolhida pelo guarda-redes dentro da sua área em condições legais para que este a possa recolher com as mãos, deverá ser sempre reposta em jogo no tempo estipulado de 6 segundos, mesmo que o guarda-redes a receba com os pés.

Caso o guarda-redes receba a bola com os pés e pretenda continuar com ela desta forma, após decorridos 6 segundos desde que a recebeu não poderá agarrar a bola com as mãos, passando a funcionar como qualquer jogador de campo, mesmo que dentro da sua área de baliza.

Põe-se assim termo à retenção da bola com os pés com o único propósito de “queimar tempo”, obrigando à pressão de um jogador adversário que frequentemente se tem que deslocar de uma distância considerável para o efeito. Um preceito sem qualquer sentido.

Trata-se de um claro expediente de utilização abusiva das regras do jogo que permitem ao guarda-redes utilizar as mãos dentro da sua área.

Da aplicação desta regra afigura-se claro que o guarda-redes deixará de captar a bola com os pés, por se tornar óbvia a ausência de qualquer vantagem.

Contudo, a empreendê-lo, a pressão que vier a ocorrer tem outro significado dado que o guarda-redes passa a funcionar como qualquer jogador de campo, após ter a bola nos pés mais de 6 segundos.

 

VANTAGENS DE DOIS ÁRBITROS EM CAMPO

1-      Redução substancial do espaço a percorrer pelo árbitro, permitindo-lhe acompanhar os lances com maior proximidade e, logo, maior discernimento e garantia de melhor avaliação dos lances faltosos. Essencialmente junto das áreas de baliza onde os erros, a ocorrerem, se tornam mais graves e por vezes decisivos. O árbitro deixará ainda de procurar um posicionamento táctico que lhe permita sair rápido em caso de um contra-ataque, prejudicando muitas vezes o melhor ponto de observação do lance ainda em evolução junto de uma das áreas. Nestas duas perspectivas, trata-se de um ganho incomensurável.

2-      Do ponto anterior resulta uma enorme vantagem subsequente que é a de permitir que o árbitro se retire da actividade numa idade bem mais avançada, permitindo que a experiência acumulada ao longo dos anos se venha a traduzir numa melhor capacidade de análise, avaliação e decisão. Um ganho de qualidade que nos parece substancial e incontornável. Todos os grandes árbitros deixaram um sabor amargo a perda quase irreparável, quando tiveram que se retirar por via dum critério cronológico estabelecido. O Futebol só tem a ganhar com a melhor qualidade das arbitragens.

3-      Melhor controlo de lances que ocorrem no terço central do campo, por via de dois ângulos ou perspectivas opostas, bem como dupla perspectiva de controlo de lances de bola parada nas áreas, mesmo não implicando que o árbitro do campo contrário se tenha que aproximar muito da outra área nesta circunstância de lance de bola parada.

4-      Melhor controlo das linhas da área de baliza em lances rápidos de contra ataque, discernindo com maior clareza as faltas que ocorrem dentro ou fora da área.

5-      A possibilidade de avaliação ponderada dos lances mais controversos, tendo em conta que duas cabeças conduzirão forçosamente a uma melhor ponderação de alguns lances duvidosos; em caso de dúvida a conferência entre os dois proporcionará por certo um juízo bem mais rigoroso e concertado. (Convirá esclarecer que na perspectiva de dois árbitros em campo, um será sempre o árbitro principal, prevalecendo a sua decisão em caso de discrepância de análise e avaliação dos lances de maior controvérsia. As equipas de pares de árbitros serão sempre formadas por árbitros da mesma categoria, alternando entre si, e jogo a jogo, a qualidade de árbitro principal, a qual será sempre atribuída apenas por uma questão de capacidade de decisão de qualidade, no caso de ausência de unanimidade na avaliação de lances controversos.)

6-      Melhor capacidade de observação das ocorrências no seio da aglomeração de jogadores quando se gera um conflito onde se torna necessário avaliar questões de ordem disciplinar. Frequentemente o árbitro intromete-se entre os jogadores ou é rodeado por estes em caso de conflito, perdendo o controlo do todo dos acontecimentos. Este apoio de coadjuvação por parte dos árbitros auxiliares nem sempre ocorre de forma efectiva, tendo em conta a distância a que por vezes se encontram.

7-      Possibilidade de uma melhor coordenação com o árbitro auxiliar na avaliação de alguns foras-de-jogo, especialmente em lances rápidos de contra ataque, onde a conjugação estratégica dos dois permita um posicionamento adequado à leitura da movimentação rápida dos jogadores, que o árbitro auxiliar nem sempre consegue acompanhar.

8-      Por fim, parece-nos elementar que o ónus que nos dias de hoje recai por inteiro sobre uma única entidade, o árbitro (mesmo que o responsável por um eventual erro grave seja o árbitro auxiliar… é o que vamos tendo.), passará a diluir-se pela equipa de dois, tornando menos contundente e oneroso o peso da responsabilidade. Este ponto deve ser considerado como complemento importante do ponto 5.

9-     Convenhamos que criticar decisões de um único homem que tem que ajuizar num espaço superior a 10.000 m2 é uma perfeita iniquidade e insensatez, considerando ainda que essa avaliação é efectuada em movimento permanente e a própria bola pode ser projectada a mais de 100 K/h. Convinha que o bom senso desse alguma atenção a esta circunstância porque ela é real, gerando um manancial de críticas que não podem escamotear esta realidade.

 

ALTERAÇÃO À REGRA DO FORA-DE-JOGO

Proposta:

Como sabemos, o jogador apenas se considera em posição de fora de jogo a partir da linha de meio campo.

O presente estudo aponta para a criação de uma nova linha (sendo até admissível a abolição posterior da linha de meio campo, por inoperante) a cerca de 10 a 15 metros desta linha central (ou outro valor a estudar), a qual passará a determinar a linha a partir da qual se considera a posição de fora de jogo, agora determinada pela linha de meio campo.

Vantagens desta alteração:

1-    A alteração em si não belisca praticamente nada a lei e a forma de execução vigentes.

2-    O árbitro auxiliar passa a controlar apenas cerca de 35 a 40 metros de linhas de fora de jogo, tornando-o bem mais ágil no acompanhamento de lances rápidos. Menor espaço de controlo, logo menor probabilidade de erro por permitir um melhor posicionamento relativo ao movimento dos jogadores.

3-    Os jogadores passarão a ter essa linha como referência nas suas desmarcações, tornando-se igualmente uma referência claramente visível no terreno de jogo para o árbitro auxiliar.

4-    Possibilidade de uma melhor conjugação com um segundo árbitro (conforme item 7 da nossa proposta de dois árbitros) relativamente à observação conjugada do fora de jogo.

5-    Em termos tácticos do próprio jogo, diminuição do espaço de pressão por parte da equipa que defende, tendo em conta que se alarga a área onde não ocorre fora de jogo. Uma tal circunstância confere um maior espaço de manobra à equipa que ataca, criando indubitavelmente melhores condições para a organização atacante e consequentemente ocasionando maiores oportunidades de golo. Com esta alteração admite-se como provável a necessidade de alterações tácticas importantes na movimentação das equipas, o que não deixaria de ser uma inovação positiva tendente a melhorar o futebol no que toca a proporcionar um maior número de ocasiões de golo.

P.C.

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