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Equipamentos deste Mundial 2014

9JUL2014

Achei estranhas as camisolas usadas praticamente por todas as selecções neste Mundial.
Num ambiente quente e húmido as camisolas usadas são justas ao corpo.
Ainda pensei que fosse alguma evolução do equipamento, onde a estética confina obrigatoriamente com a secular ditadura da moda e de quem a implementa.
Contudo, li recentemente que a “ideia” circunscreve uma qualquer teoria que deambula em redor dum efeito pouco ou nada explicado de uma mirífica acção sobre a capilaridade de superfície, com influência no rendimento do jogador.

Lá bombástico é.

Portanto, nada a ver com uma esplendorosa negociata montada por uma “pequena” empresa que promove estudos científicos sobre este assunto, deixando de lado um ou outro lucro fabuloso, logo dissipado pelo interesse científico do estudo…

A bem do desporto e do bem-estar dos atletas, como está bem de ver…

Convicto que ando de que a fisiologia do corpo humano não se confina lá muito com modas abstrusas, nem sofre alterações ao ritmo das tatuagens do Meireles, dei em lembrar-me que a transpiração é um mecanismo de arrefecimento do corpo, funcionando como uma espécie de radiador dos automóveis no arrefecimento do motor.

Ou seja; o corpo humano aquece durante o esforço (tal como a febre), carecendo de arrefecimento a fim de não colapsar determinadas estruturas, especialmente as cerebrais, ou alterar o seu desempenho por abaixamento do nível de alguns sais minerais.

Esse arrefecimento é obtido pela evaporação da água (suor), fenómeno que produz frio. Ou seja, transpiramos porque o corpo aquece e carece de arrefecimento, o que remete para um erro frequente que é o de usar camisolas grossas, ou mais que uma, para emagrecer durante o treino. Um erro por vezes de consequências bem nefastas, porque o único efeito que se obtém é o de exaltar o mecanismo de arrefecimento do corpo com perda abundante de água e sais minerais, circunstância que gera um errado conceito de perda ou consumo extra de tecido adiposo.

Os alemães que o digam quando meteram 3 camisolas nos jogadores em treino para estes se aclimatarem ao ambiente dos jogos e rapidamente verificaram que o abaixamento de sais minerais como o sódio, potássio, cloro e magnésio proporcionavam um efeito nefasto bem mais grave que o próprio clima. Agora é ver os jogadores quase em tronco nu usando um colete estranho que, segundo se refere, liberta água e outros produtos compensatórios da desidratação. Aprendem depressa estes alemães.

Com a chegada do Verão é do senso comum o uso de roupa leve mas também larga, tornando-se por demais evidente que a circulação de ar entre o vestuário e a pele nos traz conforto pela fresquidão que se obtém, ao permitir-se uma maior evaporação do suor.
Torna-se assim um absurdo o uso de camisolas justas ao corpo implementadas neste Mundial, aumentando assim a transpiração e diminuindo o processo de evaporação/arrefecimento. O transtorno dos jogadores ficou ligado à agressividade do clima e jamais se concluirá que aquele equipamento complicou tudo.

Se esta deambulação teórica não passar disso mesmo, havemos de nos perguntar porque razão no Inverno nos sabe bem roupa bem junto ao corpo.

É bem provável que o “cientista” de camisolas com efeito sobre a capilaridade de superfície nunca venha a ler isto. E mesmo que lesse haveria de me esmagar com um cartapácio documental sobre o estudo, o qual eu só terminaria de ler aquando do próximo Mundial.

Mas estes “cientistas” nunca param.
Lembrar que no Mundial 2002 da Coreia cientificaram uma camisola com uma propriedade de arromba. Se bem se lembram, a camisola era impermeável pelo que não havia chuva que lá penetrasse, o que proporcionaria um enorme bem estar ao jogador. Teoricamente ficaria sequinho, mesmo que um dilúvio lhes saísse ao caminho. E era verdade. Só que “cientista” que se preze não pode pensar em tudo. Por vezes escapam pormenores como terá algumas vezes sucedido ao Albert… o Einstein.

É que a chuva na verdade não entrava; mas o produto era de tal modo de boa qualidade que o suor também não saía. Ou seja, os jogadores transpiravam que nem o Fernando Mendes encerrado em sauna, uma vez que a ventilação para o efeito de evaporação do suor diminuiu drasticamente. Claro que a bem da “pequena empresa” o assunto morreu muito antes da praia…

Dou-me em pensar que o “cientista”, se não é o mesmo, será da família.

 

PC

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