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Encontros na Milharada

 

João Falências é homem de tez queimada e muita ruga esculpida nas intempéries da vida, ao jeito de fruto ressequido sob sol inclemente, quando abandonado sem préstimo num ermo a que podemos chamar país.

Ainda lhe ressoam as soalhadas das ceifas alentejanas, dessedentadas pelo cocharro de cortiça raso de água vertida da bilha de barro escuro e húmido, escondida do sol no sopé do tronco do sobreiro esquálido, que entrecorta o desenho lhano da planície.

O severo dos sequeiros da planura haveria de entrechocar a vida e a sorte de J. Falências com um contra-senso a que chamaram Alqueva, que lhe inundou o casebre amargurado na pequena encosta, fartando-o de água, tanta ou mais quanto a que pediu a deus uma vida inteira para o fecundo da seara alheia, que lhe haveria de trazer sustento no segar da foice assalariada do latifúndio.

Uma vida a esboroar torrão com bota cardada que macerava a terra como espinhos na cruz que sempre carregou às costas, sem queixume nem esperança de melhor vida.

Com os novos tempos, e aos poucos, o chão de espigas em jeito de promessas de ouro deixou de ondular ao vento, como se o mar se sumisse restando apenas um fundo de areia seca.

Ficou ainda um sol que lhe pareceu mais quente que o de outros tempos. Um sol que já não fecundava mas bramia uma inclemência tórrida de sufoco.

Depois fermentou a inusitada impiedade dos homens. E a vida foi ficando mais negra que a fome de outrora.

Haveria de sucumbir.

Desertou da terra imensa que se perdia no horizonte vermelho e refugiou-se na floresta da cidade, acolhendo-se em casa de um filho resgatado “das franças”, para onde em tempos emigrara.

Tempos difíceis os da acomodação a outros ares, ou falta deles.

Gentes diferentes, hábitos estranhos e ausência dos sons feéricos e imaculados da natureza despida dos adornos fantasmagóricos da cidade.

Mas, homem de pouca exigência, depressa se acomodou à ausência de espaço e da fímbria de um fio fino de horizonte que alongava as distâncias.

Adoptou por boa companhia a televisão de um vizinho com TV por cabo. Fez-lhe confusão não haver antena. Mas não se incomodou, depois de naufragar em tanta função que apenas funcionava sem requerer o seu entendimento.

As novelas não o agrilhoaram, essencialmente porque às 3 da tarde “… o Márcio está casado com uma; às 5 já é filho dela e, nã sendo impressão minha, às 9 aldrabou o cartão de identidade e engordou 20 anos. E a moça foi um ar que se lhe deu e já ali não faz figura…”.

As notícias e os debates sim; foi como se sentisse necessidade de colmatar um vazio de conhecimento que lavava décadas de um poisio decadente difícil de preencher. Ouvia tudo e entrelaçava as “… políticas espertas de quem nem sabe bem o que é trabalhar”.

Depois o vizinho era um homem da cidade. Muita informação, muita televisão e também arrelias da política. João Falências bebeu quanto pôde e formou juízos.

Constou-lhe um dia que o 1º ministro não morava longe do local onde acomodava os ossos da magreza num quartinho de quintal do qual não se queixava “… inté tinha água de torneira e tudo…”, uma exigência que formulou com afinco para não incomodar o filho e “… lá a vida dele…”. O quartinho chegava-lhe bem e não estava muito longe da mobília e conforto do casebre que se fundeava no silêncio das águas do Alqueva.

A certa altura, deu-se-lhe em roer o pensamento que haveria de chegar à fala com o “homem que governa isto…”; dizer-lhe umas coisinhas que ia tirando das notícias da TV e que lhe corroíam os 75 anos duma vida de muita “… trabalhêra e pouco provêto”.

Um dia, bem cedo, arrancou.

Inquirindo de boca em boca lá chegou à rotunda onde se dizia morar o homem do governo, “… ou do desgoverno, porque se isto já tava mal, agora ainda me tá chêrando pior.”

Era cedo. Pouco movimento, a não ser gente afanosa que se dirigia para o trabalho.

Certificado de que tinha chegado ao local certo, vislumbrou dois polícias bem aprumados e armados. Farda azul e boné de pala na mesma cor “… atarrachado na cabeça” cirandavam, ora conversando, ora separando-se indo cada um para seu lado.

Aproximou-se e meteu fala:

– Ora muito bons dias senhores.

– Bom dia – respondeu um deles avançando de “… pêto fêto” marcando o terreno como guardador de vinha.

– Olhe lá senhor guarda; é aqui que mora o nosso 1º ministro?

– É sim. Mas eu não sou guarda; sou polícia. E para que efeito pretende saber?

– Ah, desculpe lá. É que eu sempre lidei foi com a guarda. Tamém não há-de ser grande a diferença. Quanto aos efeitos, para já era só para saber. E nos assuntos são coisas particulares.

– Particulares, como? Está a pensar falar ao 1º ministro? – inquiriu mofador.

– Por acaso trazia isso na ideia. Ele não fala com as pessoas?

– Falar fala, mas não aqui nem com qualquer pessoa que lhe apareça.

– Só pessoas importantes…tá claro?!

– Sim. O sr. 1º ministro tem mais que fazer que atender todas as pessoas que lhe queiram falar.

– Tá bem de ver, pois atão.

– Portanto, se não se importa afastava-se deste local porque isto é uma área reservada.

– Mas anda alguém a querer bater no homem…? Ele tá com medo?

– São questões de segurança e nunca se sabe…

– Pois é. Nunca se sabe quando não aparece por aí algum homem da banca a querer enfronhar o nosso 1º ministro… – adianta com riso tímido de quem conheceu bem a pouca fleuma da guarda de outrora que lhe tolhia movimento e pensamento.

– Isso é alguma piada?

– Nã…, nada. Mesmo nenhuma piada. Era só uma possibilidade.

– Bem, então vamos andando, ok?

– OKei…! Mas já agora: o senhor 1º já saiu?

– Não está, nem dormiu cá. E vamos andando, tá bom…?!

– Bom nã tá. Já vi que dei aos cordões das botas para nada. E não me poderia dizer quando é que o apanho em casa…? Quer dizer; quando é que ele está por cá?

– Não. É um assunto sigiloso.

– Sigiloso, quer dizer que não se pode saber..!? Sim senhor. Volto noutro dia.

– Não sei se vai valer a pena, mas o senhor é que sabe.

– Bem, eu não lhe pus o voto. Mas não há-de ser por causa disso que o homem não vai querer ter uma palavrinha comigo.

– …!

– Pronto, estamos conversados. Vou de volta.

E voltou decorando o caminho na ideia de o retomar no dia seguinte.

Cismou-se-lhe de tal forma falar com o 1º ministro que nessa noite nem dormiu bem só de sentir que esteve ali mesmo à beirinha de levar a coisa por diante.

Trocou ideias com o vizinho da televisão por cabo. Qual seria o melhor dia para apanhar o “… sacana…” a sair de casa. Não era que a distância da viagem o incomodasse muito. Caminhar para ele era um hábito e até lhe fazia bem às pernas. “… A porra era palmilhar o caminho sem provêto nenhum…”

– Ó sr. João. O melhor dia deverá ser à segunda-feira. O homem há-de ter algum descanso ao domingo. A gente segue aqui os movimentos dele na televisão e ao fim de semana, não estando em Bruxelas, deve ir dormir a casa, não acha?

– É bem pensado, sim senhor. E o homem, de vez em quando, deve ter necessidade de vir a casa para pôr a escrita em dia… – alvitrou o João Falências esboçando um jeito sério que mascarava uma graça que lhe pareceu “… com jêto”.

– Escrita em dia…?! – deixou o vizinho da televisão por cabo à guisa de se ter perdido momentaneamente da linha de discurso do vizinho do Alentejo.

– Atão não tá vendo…? O homem passa a semana fora; lá pra sábado ou domingo deve-lhe dar jêto … encambar qualquer coisita, nã acha…?

– Ah, pois, estou a ver – entendia agora o vizinho da televisão por cabo, enquanto se despregava numa gargalhada franca, ao mesmo tempo que com ambas as mãos batia nas coxas dobrando-se à frente.

– Dessa maneira é mesmo certo que a segunda-feira é o melhor dia – acrescentava ainda, enquanto repetia a gargalhada e as palmatoadas, um bis que achou adequado à graça de João Falências.

– E olhe; fico com a ideia que depois da escrita em dia o homem é capaz de mostrar melhor disposição para me atender – reforçava ainda.

– É garantido sr. João – entremeava o vizinho, ainda entre duas risadas pigarreadas com uma tosse sem idade que a nicotina lhe foi presenteando ao longo de uma vida de fumo que lhe apaziguava os nervos.

Segunda-feira; 07:00 horas da manhã.

Já com o caminho bem decorado, porque a memória nunca o havia atraiçoado, eis J.F. determinado e de olhos postos na sua ideia.

Veio-lhe ao pensamento o percurso semelhante que fazia quando noutros tempos se dirigia à ermida para assistir à missa. Depois deu em embirrar com as prédicas do padre por se ter cansado de sofrer e ouvir sempre a mesma ladainha.

Que também o Senhor havia sofrido na cruz por todos nós, pela nossa salvação, etc e etc…, “… e atão já na chegava de sofrimento; porque é que a gente aqui no Alentejo temos que carregar outra vez com esta cruz, que nem sei qual delas é mais pesada…?”, começou J.F. a inquirir-se sempre que regressava sob sol escaldante que lhe fazia escorrer o suor pela testa abaixo, mesmo à sombra do chapéu preto sempre bem enterrado na cabeça.

Mais tarde “… dexê-me de ir à ingreja. Nã via jête naquilo e despois apareceram uns senhores lá pela aldeia a dizer que as ladainhas do padre eram o ópio do povo. Na entendi bêim o que era isso do ópio. Mas lá me explicaram que era assim uma espécie de mezinhas para as curas dos males, mas que na verdade não curavam nada; era só água e farinha… E eu, que na verdade nã via melhoras nenhumas nas minhas dores, dexê-me d’ ir. Nã melhorei, mas também nã piorei…!”

Na rotunda já havia um aparato diferente daquele que tinha observado no outro dia. Mais polícias, mais movimentação e uns senhores de cabelo à escovinha, de fato e engravatados que mais pareciam levar contrabando debaixo do casaco “… assim como o Manel Fronteiras lá da aldeia quando levava café para Espanha mesmo nas barbas dos carabinêros …”

Mas ali o contrabando devia ser outro.

Um “espada” a reluzir de limpo e duas motas de polícia em posição agitaram os espírito do J.F.. “O Homem hoje tá cá. Sempre vê pôr a escrita em dia…”

Aproximou-se. Um polícia de boné atarrachado fez-lhe um sinal com a mão para se afastar. Deu dois passos atrás como se quisesse enganar a perdiz quando as apanhava à mão no tempo da caça. O polícia insistiu e o João recuou mais dois passos.

Aparece o 1º ministro. Agita-se a polícia. Agita-se o J. F.

Avança decidido mas de olho no polícia que o tinha mandado recuar. O polícia corta-lhe o caminho. J.F. com um braço no ar atira quando já está agarrado pelo polícia:

– Sr. 1º ministro! Podemos ter uma palavrinha os dois…?

O polícia arrasta-o mas J.F. não oferece resistência.

O 1º ministro diz:

– Deixe estar. Deixe vir o senhor.

João Falências ajeita a gola do casaco meio amarfanhada pelo polícia, olha-o pelo canto do olho com um esgar de sorriso no canto da boca ao jeito de “… ora toma e armazena lá os ganhanhos…!”

– Posso dar-lhe uma palavrinha senhor 1º ministro…?

– Faça favor.

– Eu sei que o sr. 1º ministro deve ter mais que fazer. Mas eu precisava mesmo de lhe dar uma palavrinha.

– Pois, o tempo é pouco. Como é o seu nome?

– João Falências.

– Nome curioso. Donde é que lhe veio o apelido de Falências?

– Do meu bisavô, tanto quanto me contaram. Ele morava numa aldeia no Alentejo, donde eu também sou natural. Parece que se meteu em tudo o que era negócio: faliram todos… Daí o Falências que chegou até mim.

– Engraçado… Espero que as falências tenham parado pelo seu bisavô.

– Se quer que lhe diga, nã sei. As falências nã se dão apenas nos negócios. A vida também tem muitas falências…

– É verdade.

– Mas sr. 1º. Nã vamos perder tempo com isso. Eu já aqui estive a semana passada, mas o sr. nã estava.

– Venho aqui pouco, sabe… Como trabalho até muito tarde fico pela residência do 1º ministro em S. Bento.

– Pois, só cá vem para… como é que se há-de dizer isto…?!

– … para descansar…!

– P’ra descansar; tá bem. Pode ser assim… Bem, mas como eu ia dizendo, a minha ideia era dizer-lhe que isto vai mal. Isto vai mesmo mal, sr. 1º.

– Nem tanto assim, sr. João Falências.

– E ele há coisas que eu não entendo. O sr. 1º aquando foi da campanha para as eleições falou bem. Disse que o Sócrates tinha deixado isto numa lástima, que só queria pôr o povo a austeridade, que o sr. é que ia pôr isto dirêto, que até era uma parvoêra o que andavam dizendo que ia cortar nos subsídios, que os impostos tinham que baixar, que toda agente ia ter uma vida melhor… e vai-se a ver estamos nesta desgraçêra, sr. 1º. Ou é impressão minha  –  não se abespinhe com o que lhe vou dizer – ou o sr. 1º anda a fazer tudo ao contrário daquilo que prometeu ao pessoal. Ou nã será assim…?

– Bem, sr. João. As coisas nem sempre correm como prevemos, sabe. Era nossa intenção resolver os problemas que o governo anterior nos deixou, mas não tem sido possível. A conjuntura não nos…

– Ó sr. 1º. Essa é outra. O sr 1º já me vai entrar num palavreado que ninguém entende. A “conjuntura” deve ser boa pessoa, mas o pessoal aqui só entende coisas mais simples: assim como algum dinhêrinho para afogar a  fome, miséria, falta de saudinha e remédios caros que só os ricos lhes chegam, está a compreender? Coisas assim. Mas voltando um nadinha a trás: se o sr. 1º não tinha a lavoura bem orientada, para que é que se meteu nisto?

– Pois sr. João. As coisas não funcionam apenas de acordo com os nossos desejos. Há os imponderáveis e a conjuntura que se tem vindo a apresentar não tem permitido andar tão depressa como…

– Tá vendo…? Desculpe lá interromper; lá vem o sr 1º com outra lenga-lenga, com sua licença, que nem anima a gente nem dá de comer a ninguém. E já agora; o que é que a conjuntura diz da minha pensão? … 256,8€ !

– É pouco; obviamente que é pouco. Mas…

– Desculpe lá mais esta interrupção…Eu já tou adivinhando o que o sr 1º vai dizer; que a culpa nã é sua, que há-de ser do Sócrates. Mas já o Sócrates deve ter dito que a culpa também não era dele. Que era do outro que estava antes. E o que estava dantes deve-se ter infeiçoado que os que vinham é que eram os culpados. Mas atão sr. 1º; quando é que deixa de haver culpados dos males a passa a haver culpados das coisas boas…?

– …!

– Deixe-me só dizer-lhe, sr. 1º. Sabe o que é que acho mais graça na minha pensão?

– Diga lá sr. João.

– São os oitenta cêntimos além dos 256€. Aquilo é que foi um cálculo perfeitinho. O homem que mandou fazer aquela conta deve ser mesmo uma pessoa porrêra; ou atão sem vergonha nenhuma na cara. Sabe que já me apeteceu ir lá à Caixa devolver os 80 cêntimos… Era só para arredondar e não ficar aquilo ali pendurado a estraçalhar-me os nervos.

– O sr. João tem toda a razão. Esse valor é muito baixo mas é o que o estado pode pagar nesta altura. E a culpa não é minha mas de todos nós. Sabe que…

– Essa agora é muito boa. A culpa é de todos nós…

– É uma forma de dizer sr. João…

– Pois será sr. 1º. Mas duma coisa pode estar certo. Se alguém não tem culpa nenhuma sou eu e muitos como a mim.

– Também é verdade. Mas olhe sr. João; não me leve a mal mas tenho que me ir embora.

– E eu com tanta coisa ainda para dizer.

– Calculo que sim.

– Será que eu posso cá voltar de vez em quando?

– Creio que sim. Desde que eu tenha disponibilidade podemos conversar uma vez por outra. Quem sabe até se o sr. João não tem boas ideias para a governação.

– Pode crer que tenho sr. 1º. A minha dúvida é se haverá gente capaz para as pôr a andar, com sua licença, que nã tou rebaixar a sua pessoa.

– Claro que não, sr. João. Bem, então se me dá licença…

– Só mais uma perguntinha, pode ser?

– Mais uma. Vamos lá…

– Diz-se por aí que aquela história do BPN foi o maior assalto feito a um banco sem armas, sem nada. Diz-se mesmo que se sabe quem é que levou o dinheiro. Os nomes dos assaltantes, se é que não se pode dizer mesmo assim… – e desculpe-me lá se isto o ofende falar assim –, vêm lá escarrapachados nas notícias e tudo. O que me faz uma confusão danada é porque razão ninguém vai preso, nem o dinheirinho é devolvido. Mas maior confusão ainda é que parece que é o estado que lá anda a pôr o dinhêro que falta. É o sr. 1º capaz de me dar uma explicaçãozinha para isto? Assim duma manêra que eu entenda…?

– São problemas de justiça que a justiça está a tratar, sr. João. Leva o seu tempo. O processo está a andar.

– Pois leva. Leva o seu tempo. E eu acredito que esteja a andar, só que a gente não vê nada. Mas espere lá atão. Uma mulher foi apanhada a roubar umas bugigangas num supermercado e foi condenada a pena de prisão em dois ou três meses. Rouba-se um banco em muitos milhões e pelo que tou vendo… não tá acontecendo nada. Ou seja; segundo o sr. 1º, está acontecendo, mas mesmo tão devagarinho que mais parece um daqueles comboios a vapor que atravessavam o Alentejo a passo de caracol.

– O caso está em julgamento sr. João. Mas olhe, tenho que ir…

– Atão só mais um nadinha: vamos supor que era a mulherzinha do supermercado que roubava os milhões do BPN. O sr. 1º acha que ela ainda andava cá fora a fazer a vidinha dela…?

– Pois não sei. Provavelmente não.

– Pois, neste caso é uma coisa diferente. Não são bem as pessoas que são diferentes. O que é diferente são os milhões dos 11,6 € de bugigangas do supermercado… Ou serão mesmo as duas coisas…?

– …

– Atão pronto. Não o empato mais. Noutro dia eu volto, se o sr. 1º tiver paciência de estar para aí virado.

– Volte sempre sr. João Falências.

(cont.)

PC

4 comments on “Encontros na Milharada

  1. Um bom texto escrito por um algarvio sobre um alentejano interpelando um político banal português, no melhor ( isto e’ , no pior!) do que os define, casmurrice,egoísmo,insensibilidade ao próximo , vistas curtas, num resumo…..hipocrisia pura. Gostei. Abraço

  2. Pois, pois, quem dera que houvesse tanta “condescendência”, de quem se considera OMNIPOTENTE, para ouvir a voz do povo… mesmo reagindo tão insensivelmente ao que ouve.
    Sorrir com coisas sérias também é salutar.
    Fico a aguardar o próximo(s) episódio.
    Como é usual dizer, GOSTEI

  3. Gostei mesmo. Simples, direto, certeiro, oportuno.

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