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A Cultura dos Chokwe

Uma cultura perdida no tempo.

Raízes com séculos de memórias do homem algures em Angola…

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  1. Os dirigentes da República de Angola, em particularmente os do Leste, A cultura dos Chokwe vem a ser considerada, uma cultura perdida no tempo, através dos próprios dirigentes do ministério da cultura, esqueceram-se de habitos e custumes dos nossos antepassados, e estão recorendo a cultura moderno oriondo de outros continentes, nomeadamente a Europa e as Américas…
    Para salvaguardar a mesma, é incêncial o ensentivo de alguns artistas plasticos e arquitetos entre outros, para que haja a consideraçao da nova geração; alguns pontos a considerar:

    • 1. Os Chokwe
    • 2. Localização geográfica Os Chokwe ocupam o território entre os rios Kwilu e Kasai.
    • 3. Habitação
    • 4. Desenhos nas paredes das casas
    • 5. Agricultura Os homens e As mulheres trabalham os campos. Cultivam mandioca, amendoim e outros legumes . Amendoim Mandioca
    • 6. Preparação da farinha de mandioca. Usando peneira (Canhingo).
    • 7. Redes e cestos para pescar.
    • 8. Caça Os homens caçam com arco e flecha e armadilhas.
    • 9. Cestaria A cestaria é uma actividade masculina.
    • 10. Cesta para guardar a farinha de mandioca. (Caphaya)
    • 11. A cestaria continua a ser uma actividade de grande rendimento económico.
    • 12. Ferreiros
    • 13. A arte Chokwe A arte Chokwe está ligada ao culto dos antepassados e à celebração da vida. Encontra-se presente nas suas actividades quotidianas, como as máscaras, os ceptros, as cadeiras, estatuetas, esculturas e objectos de uso pessoal.
    • 14. Estatuetas Chibinda Ilunga, antepassado de todos os chefes Chokwé. In the Presence of Spirits Museu Nacional de Etnologia, Lisboa In the Presence of Spirits
    • 15. Ceptros Símbolos de poder. Imagens : Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 16. Bancos Bancos utilizados pelos chefes. Imagens: Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 17. Bancos Imagens: Museu Nacional de Etnologia, Lisboa
    • 18. Banco de chefe. Imagem: :www.metamuseu.org
    • 19. No séc. XVII os Chokwe adoptaram a cadeira portuguesa e aplicaram-lhe os seus motivos decorativos que ilustram variadíssimos aspectos culturais, tais como, cenas políticas, rituais de iniciação, mitos e adivinhação.
    • 20. Cadeiras reais UMFA, Utah Museum of Fine Arts Museu Nacional de Antropologia, Lisboa Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 21. Museu Nacional de Antropologia, Lisboa Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 22. Cachimbos The Cleveland Museum of Art The Cleveland Museum of Art
    • 23. Cachimbo de água. The Cleveland Museum of Art
    • 24. Tabaqueiras Fotos: Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 25. Pentes Fonte: Remnants of Ritual
    • 26. Apito Fonte: Remnants of Ritual
    • 27. Instrumentos musicais Batuques tradicionais Batuque-ngoma-ya-shina
    • 28. Batuques Cacumbi-e-Cass Batuque
    • 29.
    • 30. Marimbas
    • 31. Kissange
    • 32. Dicanza (desenho de José Redinha)
    • 33. Cingufo – Instrumento musical em latão.
    • 34.
    • 35. Mpwita Este tipo de Mpwita é tocado também pelos Humbes.
    • 36. Máscaras Os Chokwe distinguem três categorias de máscaras. O primeiro tipo consiste na máscara sacrificial sagrada Cikungu que representa os antepassados do chefe.
    • 37. Máscaras Cihongo Utilizam-se para fazer um ritual para o bem-estar da comunidade. Museu Nacional de Antropologia, Lisboa Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 38. O segundo tipo de máscaras consiste na mukishi a ku mukanda, que desempenha um papel na iniciação mukanda. Mukishi Photos : © Marie-Noëlle Robert
    • 39. Mukishi é um espírito ancestral ou da natureza encarnado por uma máscara. O mascarado cobre o corpo com um fato de fibras, luvas e calçado. Photos : © Marie-Noëlle Robert
    • 40. Mukishi Os Mukishi ensinam os iniciados a respeitar os antepassados. A UNESCO atribuiu o titulo de património imaterial da humanidade às máscaras Mukishi. Photos : © Marie-Noëlle Robert
    • 41. A terceira categoria é a mukishi kuhangana, ou máscara de dança. São as máscaras mais conhecidas dos Chokwé, aparecendo em numerosos museus e colecções privadas .
    • 42. Máscara de dança Ngulu Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 43. Máscaras femininas A máscara Mwana-Pwo representa uma antepassada, adulta e bonita do sexo feminino, da jovem Tshokwe, submetida ao ritual de iniciação. Museu Nacional de Antropologia, Lisboa
    • 44. 0-Mwana-Pwo
    • 45. 0-Mwana-Pwo http://www.randafricanart.com/Chokwe_Pwo_masks.html
    • 46. Mwana-Pwo http://www.randafricanart.com/Chokwe_Pwo_masks.html
    • 47. Mwana-Pwo http://www.ucsc.edu
    • 48. As máscaras Chisaluke encerram as cerimónias da Mukanda. Máscaras Chisaluke http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 49. Máscara Txipepa Máscara Caliunga
    • 50. Máscara Cincusa http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 51. Máscara-Kalelwa Ritual Kalelwa Lino Buambua
    • 52. Máscaras usadas na Mukanda. http://www.randafricanart.com/Chokwe_Pwo_masks.html
    • 53. Feiticeiro e cestos de adivinhação.
    • 54. Mukishi http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 55. Danças
    • 56. Dança dos iniciados http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 57. Dança dos iniciados
    • 58. Dança dos circuncidados http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 59. Iniciados Mukishis http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 60. Mukishis http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 61. Mukishi Tshikungo.
    • 62. Terreiro de dança http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 63. Dança do ladrão http://espacotempo.files.wordpress.com
    • 64. Conclusão A arte Chokwe tem inspirado a criação de muitos artistas europeus, nomeadamente, Picasso, que criou o Cubismo depois de ter visitado uma Exposição no Museu de Paris sobre arte africana, em 1907.
    • 65. Trabalho de pesquisa sobre a cultura das etnias angolanas e o intercâmbio cultural, realizado para a disciplina de História e Geografia de Portugal, no âmbito do tema do Projecto Curricular de Turma “O mar leva e traz”. Ano lectivo de 2007/08 Turma A, 6.º Ano Alunas: Ana Pires, n.º 3 Ana Malheiro, n.º 5 Prof. Orientadora: Alzira Pinto
    • 66. F I M

  2. Os Chokwe
    Com quase dois milhões de pessoas, este povo ocupa amplas zonas dos cursos altos dos rios Kasai e Kuilu, em ambas as partes da fronteira angolano-congolesa. Segundo a tradição, viveram na zona central de Angola, no século XVI, mas desconhece-se de onde vieram.

    De vários pontos de vista, estão próximos dos Lundas, cuja invasão marcou profundamente a sua cultura. Sobretudo a partir do século XVII, quando o príncipe luba Chibinda casou com a rainha lunda Luédji, lançando as bases de um poderoso reino, que os filhos foram progressivamente forjando e organizando.

    Os Chokwe aceitaram a nova organização administrativa imposta pelos Lundas e reconheceram Chibinda como um dos seus heróis lendários. Estiveram dois séculos sob o domínio lunda até que, em meados do século XIX e por motivos económicos, iniciaram a expansão para leste, invadindo o Mwata Yambo e causando a sua decadência.

    As marcas sociopolíticas imprimidas pelos Lundas revelam-se claramente na concepção quase divina da realeza e na formação de uma nobreza de carácter hereditário. O rei era comparado a um deus e a sua aparição em público era fugaz. Dizia-se que, ao morrer, se transformava em insecto ou em ave de rapina. A organização social segue os ditames do matriarcado e baseia-se inteiramente no clã e na família. As comunidades vivem em aldeias de reduzida população, em dois tipos de cabana: redondas e de tecto cónico, de tradição paleonegróide, e rectangulares com o tecto em cumeada, muito comuns na África Ocidental.

    A economia tem na agricultura o suporte principal, sendo o milho e o painço os recursos cerealíferos fundamentais, a par com a mandioca. As colheitas guardam-se em celeiros característicos, em forma de torre alta. Como produtos derivados fabrica-se em abundância o vinho de palma e a cerveja de milho e de mandioca. Não se cria gado graúdo, mas apenas miúdo, cabras e ovelhas. Os rebanhos estão a cargo das várias famílias.

    A religião tradicional associa uma deusa da terra e um deus do céu à criação do mundo, que se encontra demasiado distante para prestar atenção às criaturas. Além deste casal primordial, acreditam numa multidão de deuses; os mais considerados e invocados são os que se encarregam de mandar a chuva. O culto aos mortos tem também muita relevância, como o atestam as numerosas associações empenhadas na evocação dos seus espíritos, em cuja honra se executam danças e se oferecem sacrifícios.

    Os Chokwe são grandes artistas, tendo assimilado métodos e técnicas dos povos vizinhos, atingindo um estilo ecléctico próprio. Em tempos mais remotos, destacava-se a produção de representações de heróis e chefes, sobretudo de Chibinda, dotadas de uma grandiosidade e realismo extraordinários.

    Na passagem do século XIX para o XX, começaram a fazer esculturas menos grandiosas, passando a esculpir os antepassados em vez de heróis e chefes mitológicos. Nas artes decorativas, deve realçar-se as cadeiras inspiradas nas de tipo europeu, cuidadosamente entalhadas. Máscaras e objectos domésticos fazem igualmente parte do acervo artístico deste povo.

  3. A mulher pretendida chama-se cafundez

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