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Números da greve. Haja vergonha!

A Notícia:

GREVE

Os sindicatos que organizaram a greve apontam para uma adesão na ordem dos 70%, enquanto o Governo estima que apenas 8,5% dos portugueses tenha feito greve.

Comentário:

Tenham vergonha!

Governantes e sindicalistas.

Tenham decoro.

A mentira passou a rotina; a arma de sobrevivência.

Como querem que acreditemos em quem quer, ou no que quer, que seja?

Como se pode mentir tão descaradamente desta maneira e ter cara para se ver ao espelho no dia seguinte?

É óbvio, demasiado óbvio, que mentem ambas as partes.

Que nos queiram aldrabar com promessas que não cumprem, vamos aceitando. Resta sempre a desculpa da promessa se transformar numa intenção que, por mil motivos, não foi possível concretizar.

Mas os números duma greve…!?

Qual é a dificuldade em contabilizar o número de grevistas (um, dois ou três dias depois) e trazer à luz do dia a verdade, que claramente ninguém quer mostrar?

Porque razão nem uma nem a outra parte reivindica essa contabilização?

O Estado não vai descontar o salário desse dia? O Estado não vai ter que saber em concreto quem não compareceu ao trabalho?

Os Delegados Sindicais não têm acesso aos números contabilizados pelos organismos onde exercem a sua acção sindical? Isso é segredo? Segredo de Estado? Segredo de Justiça?

Nada disto é possível porque a mentira só funciona na fraude e no obscurantismo. Porque a mentira nunca se entendeu com a verdade. Porque a verdade não conta. Deixou de fazer parte da nossa relação social. Não interessa. Não favorece nem objectivos nem intenções.Não promove nada nem ninguém.

Porque não legislar sobre esta matéria? Porque não proibir a apresentação de números sem dados concretos a partir dos registos que cada entidade faz dos trabalhadores que participam na greve?

Porque razão não se torna obrigatório cada entidade apresentar publicamente os números reais dos grevistas? Porque não podemos saber a verdade? Porque é que isto não interessa a ninguém, incluindo a comunicação social que vive também disto; da mentira e da fraude?

Cresce uma onda de intenção abstencionista nos actos eleitorais. A internet pode transformar-se no pior inimigo dos políticos.

A imagem, já de si pouco recomendável, degrada-se e as pessoas hão-de cansar-se.

A mentira funciona numa determinada via; mas não mata a fome nem agasalha o frio. Apenas distrai e avilta o carácter.

Que se faça greve à mentira e à indecorosa manipulação dos números, fazendo de todos nós mais tolos do que nos vimos deixando ser.

Greve à manipulação das nossas consciências e dos nossos actos.

Greve!

Greve aos governos e aos sindicatos.

Greve à fraude e à mentira.

Depois apresentem os números como quiserem.

A questão é se virão a ter plateia que os queira ver ou ouvir; a quem aldrabar; a quem manipular.

Salvo se o vício vos levar a manipularem-se uns aos outros.

Vilipendiem-se então.

Mas esqueçam-se de nós.

Sobreviveremos, certamente.

PC

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