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Contra Capa do livro “A Junta”

Este livro acolhe a pretensão de homenagear o Algarve e os algarvios; terra e gentes donde me honro provir.

Terra amalgamada por múltiplas culturas que se entrecruzam na intempérie da História, donde escorreu um povo vivo, alegre e arguto, capaz de amanhar o mar em remadas vigorosas e ao mesmo tempo sulcar destro as ondas da terra a golpes de enxada ou charrueco.

Povo afoito, que adestrou na arte de marear os primeiros navegantes partidos de Sagres em busca da “fazenda” de além-mar, que haveria de engrandecer a Lusitânia e espantar a humanidade com a descoberta de novos caminhos e outros mundos ainda por revelar.

Gente que adoptou por hino o corridinho, com que rodopia as moças num abraço, como se alteadas pelo vento de “levante”, ou as aquieta submissas pelo mandador do baile – “Certe…! Tudo certe!” – em mar chão prateado pelos cintilantes luares de Agosto.

Terra de muitas falas e costumes vadios caldeados pelos anais do tempo. Último reduto de sarracenos que nos temperaram com África, ali à mão de três remadas, ou ventos de feição palmilhando a jornada num único sol.

Contudo, escorrida a gesta desta terra quente e bela, surtiu gente generosa e de fibra; gente de uma só divisa e honra:

Sempre altaneiro e leal, não apenas no orgulho de ser algarvio, mas também no brio deste linguarejar meio amouriscado com que nos vimos afirmando no amalgamar dos ecos desta nossa secular história!

                                                       Pedro C.

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