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Soltar amarras…

Soltar amarras…

A vida é como um grande veleiro, erguido e germinado na barriga de um estaleiro.

Nascido no ventre da Terra, far-se-á ao mar tímido e volúvel, ensaiando velas, amarras e o próprio vento.

Em cavalgadas ainda vacilantes buscará novos portos e aventuras cada vez mais distantes e desconhecidos.

Enfrentará tempestades de mares revoltos e ondas traiçoeiras, em busca de porto seguro que amaine a tormenta e dê descanso a arrais e marinheiros.

Terá velas rasgadas, mastros partidos e rombos de casco aberto por onde entram virtudes de mar calmo e sol brilhante, ou desditas de noites negras e céu tingido de um negrume incerto e temeroso.

Parte agora lesto e de andar leve este nosso veleiro a que em boa hora dei corpo e alma.

Galgará mares e ventos de todas as feições. Trará ecos de conquistas e outras formas de vencer, alegrias e tristezas de muitos e mais sonhos por viver….

Mas saberá o veleiro, que enquanto dure o velho e carcomido estaleiro, aqui terá porto seguro e peito quente onde acostar e retomar, vela enfunada do mesmo vento, novo alento e proa altiva, rasgando de novo e com firmeza outros mares e a própria vida.

Pai…

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