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27JAN 2012

À sombra da árvore nua…

Recentemente voltou a público o caso Domingos Névoa (Bragaparques – Parque Mayer-Feira Popular).

O senhor procurou subornar o vereador Sá Fernandes com uma nota preta. Os irmãos Sá Fernandes armadilharam-no e o homem foi agarrado sem apelo nem agravo.
A culpa foi tão clara e evidente que o Juiz foi mesmo “obrigado” a condenar o corruptor: 5.000€, uma quantia que deixou o D. Névoa a rir à gargalhada.
Recorreram.
E o homem, já com menos vontade de rir, é agora condenado em 200.000€.
Bem, não é que a diferença entre 5.000 e 200.000€ seja assim uma coisa muito evidente num país que já desistiu de acreditar e clamar por justiça justa; sim porque justiça ainda vamos tendo. Só falta que seja justa.

E a mim dá-me para cogitar… porque cogito, ergo sum…!
… Mas porque é que um leve e subtil aroma a Maçonaria me perpassa agora pelo espírito…?!
Nada contra os senhores do avental e a hombridade de muita gente que por lá milita.
O problema é quando uma pena é multiplicada por 40, sem que haja apuramento de novos dados que permitam admitir esta alteração.
O problema é quando a árvore projecta uma sombra maior que a ramagem nua que ostenta…
A questão não são as boas intenções da maioria dos militantes duma organização.
Em causa estão apenas as maçãs podres que, na hora da congregação do espírito de unidade e defesa intransigente dos nossos, amotinam as regras da decência e a elevação dos propósitos da maioria dos justos.

PC

Vai começar o baile…

20JAN2012

Acabámos de ouvir o governador do Banco de Portugal afirmar que os funcionários do BdeP vão receber os subsídios de férias e natal, contrariando a determinação do governo que os corta a TODOS os funcionários públicos.

O fundamento invocado é o da “independência política”…

Portanto, ficam todos os restantes funcionários públicos e pensionistas a saber que não vão receber os respectivos subsídios por dependência política do governo…

Por mim acho que começou o baile.

Mil e um motivos vão ser invocados por quem pode fugir aos cortes.

Os deputados deverão vir a seguir e, por maior ordem de razões, os governantes vão achar-se igualmente independentes politicamente de qualquer coisa (ou inimputáveis, quem sabe…) para receberem os ditos.

Agora adivinhem quem vai ficar de fora desta nuvem de poeira e regabofe…?!?!?!?

Cada vez apoio mais a sugestão do 1º ministro, quando apontou a emigração como uma boa saída para os portugueses.

PC